quarta-feira, 13 de abril de 2011
Vida que se renova a cada dia. Cada semana, cada cada. Ao limiar de uma fração de segundo a vida muda. A história das personagens muda ao limiar de uma fração de segundo, um olhar lançado em profundidade, embora o caminhão de lixo passe sempre à mesma hora. Não é superficial, nem é perfeito, mas é inegável que a sincronicidade dos acontecimentos altera o caminhar de cada madrugada, varrendo os dias e os ventos da tarde.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
CARTA A DOIS
Então escrevo esse esboço em um pedaço de papel qualquer, imaginando estar no inferno ou no céu, mal me quer bem, bem mal me quer, tanto faz se quando olho pro infinito eu não te vejo, procuro olhar bem mais além, os infernos são os outros ontem eu me alimentei mal, hoje eu vivo de bem, com a vida, então pego minha xícara de café quente, deixo algumas palavras fluírem, de dentro de mim elas insistem pela vida ou por existirem, saem então do coração, fazendo brotar um novo tempo, minhas palavras que voam pelo vento e alcançam o infinito, quando penso em seu sorriso meu mundo fica bonito. Fecho os olhos por um instante, eu nunca fui de ficar em estantes, intacto e a sorte de poeira e olhares vazios, sabe o céu la fora está mais pra azul anil. Vou sair pra respirar o mundo ou ser esmagado pela vitória dos meus inimigos, vou deixar o vento balançar meus cabelos, brilhar da cor do sol, meninos sujos, mas felizes jogam futebol, meninas brincam de ser mulher, carregando pequenos herdeiros de plástico em seus braços, por um momento me sinto que faltou espaço, serviço completo na manhã, café da manhã em paz, sem gosto de vietnã. Olho no relógio, sabe quando o dia não passa, sem você eu acho que vai demorar pro hoje virar amanhã. Talvez eu não saiba mesmo viver sem você, o pão não seja tão bom assim sem mel, é que eu teimo em olhar as pequenas estrelas, lembrando daquele dia em que as gotas caíram do céu, fazendo brotar amor no chão. A beleza das velas iluminam uma noite de poesia, o que faz a minha alegria é a sua simpatia e o teu encanto e para o meu espanto a minha graça também te satisfaz, isso me faz respirar os mais altos ares, sem sair do chão conhecer vários lugares, imensos e intensos e o que me acompanha? O aroma do lenço que você me deu na estação, além de um beijo no rosto e um sinal de amor no coração. E eu que nunca fui de deixar nada pra trás, te levo no peito e não deixo jamais. O teu riso, o sorriso, o liso toque das tuas mãos nas minhas, são lembranças que eu teimo em não esquecer, são momentos bons que eu revivo todos os dias com você. E foi escrito nas estrelas, passado pro papel, gravado no anel. E o continua guarda belas reticências pra você, ponto final não existe mais pra mim...
EXISTIR...

"O suicídio é uma desforra, e este é o seu lado fascinante. Mas o suicídio contém a morte, e este é o seu defeito irreparável. Nunca morrer hoje, quando se pode morrer amanhã... ou daqui a cem anos. Há muito o que ver e sentir, há muito o que amar! Em mim e em meus semelhantes mais intranqüilos haverá, um dia, aquela manhã clara e azul, e, com os olhos da alma sossegada, veremos toda a beleza da rosa, toda a luz do lago duro e prisioneiro, o sopro da manhã cheia de pássaros, o convite do amor no ser que passa. (...) Viva, sem a nervosia de procurar-se a si mesma, porque cada um de nós é um perdido, um ilustre perdido na humanidade vária e numerosa."
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Então, é como começo sem fim,
"Dizem que quando você abraça alguém de olhos fechados é porque essa pessoa é muito especial para você, e eu como não aceito o explicável, criei minha própria teoria: se você fecha os olhos é porque você confia o suficiente para fechar os olhos e esquecer um pouco do mundo em sua volta."
Faço assim, pois gosto de sentir as coisas, não me contento em apenas ver e nada fazer. Penso assim, pois tenho esperança, meu coração é como papel, escrevendo linha à linha, no seu tempo. Ajo assim, pois confio cegamente que as coisas podem melhorar, as pessoas podem mudar. Sinto, sim e guardo pra mim. Se chorar é porque o coração transbordou e não coube mais lágrimas guardadas dentro da alma. E no fim, acabo rindo das lágrimas, secando, fingindo não ter acontecido nada. E nada acontece, tudo floresce, tudo se transforma. Hoje esse texto não irá ganhar ponto final, deixo pra você uma vírgula e nada mais ,
quarta-feira, 6 de abril de 2011
A CONFUSA LIBERDADE DE FAZER ESCOLHAS

Antes de começar a ler esse texto, pare e pense "o que te motivou a começar a lê-lo?". Realmente você deve ter seus motivos e que certamente eu desconheço. Mais uma coisa é fato, foi uma escolha feita por você. Desde que nascemos nossa vida toda é motivada por escolhas, escolhas que acreditamos estar certas, pelo menos naquele momento. Na verdade o que quero dizer é que somos livres para fazer estas escolhas e que sem elas a vida seria impossível. Você pode argumentar que está lendo esse artigo porque foi "obrigado" pela sua esposa, pois ela acredita que seria util pra você. Ou ainda, que esteja lendo uma vez que não tem nada melhor para fazer. Mas posso afirmar que mesmo nesses dois exemplos você foi livre para escolher. Vejamos o porquê. Ser "obrigado" é algo que acontece muito ao longo de nossa vida, desde cedo. Desta forma, ser "obrigado" a ler este artigo também partiu de uma escolha sua. Você poderia assumir que não gostaria de ler, mesmo havendo insistência por parte de sua esposa. E o mesmo vale para estar lendo por não ter nada melhor para fazer, pois o simples fato de "fazer nada" também é fazer, e também parte de sua escolha. Certo, somos livres para nossas escolhas. Trabalhar é uma escolha, mas você não pode culpar ninguém por não ter dinheiro. Pois a liberdade também trás responsabilidades. Quando seus pais te obrigavam a determinada coisa, eles sabiam que você era uma escolha deles e que tinham responsabilidade para que essa escolha desse "certo". Se você escolheu chegar até esse ultimo trecho do texto, espero que os trechos anteriores tenham feito você refletir ou pensar um pouco. Afinal, eu tinha que escrever esse texto e foi minha escolha abordar esse tema. No mais, parabéns por sua liberdade em fazer escolhas para sua vida. Fique bem!
terça-feira, 5 de abril de 2011
FALANDO SOBRE O AMOR
"Procure me amar quando eu menos merecer, porque é quando eu mais preciso."
Falamos à beça de amor. Apesar das nossas singularidades, temos pelo menos esse desejo em comum: queremos amar e ser amados. Amados, de preferência, com o requinte da incondicionalidade. Na celebração das nossas conquistas e na constatação dos nossos fracassos. No apogeu do nosso vigor e no tempo do nosso abatimento. No momento da nossa alegria e no alvorecer da nossa dor. Na prática das nossas virtudes e no embaraço das nossas falhas. Mas não é preciso viver muito para percebermos nos nossos gestos e nos alheios que não é assim que costuma acontecer. Temos facilidade para amar o outro nos seus tempos de harmonia. Quando realiza. Quando progride. Quando sua vida está organizada e seu coração está contente. Quando não há inabilidade alguma na nossa relação. Quando ele não nos desconcerta. Quando não denuncia a nossa própria limitação. A nossa própria confusão. A nossa própria dor. Fácil amar o outro aparentemente pronto. Aparentemente inteiro. Aparentemente estável. Que quando sofre não faz ruído algum. Fácil amar aqueles que parecem ter criado, ao longo da vida, um tipo de máscara que lhes permite ter a mesma cara quando o time ganha e quando o cachorro morre. Fácil amar quando somos ouvidos mais do que nos permitimos ouvir. Fácil amar aqueles que vivem noites terríveis, mas na manhã seguinte se apresentam sem olheiras, a maquiagem perfeita, a barba atualizada. É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado. Nos cafés, após o cinema, quando se pode filosofar sobre o enredo e as personagens com fluência, um bom cappuccino e pão de queijo quentinho. Nos corredores dos shoppings, quando se divide os novos sonhos de consumo, imediato ou futuro. É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nos encontros erotizados, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando. Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. E fala o tempo todo do seu drama com a mesma mágoa. Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja. Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando até a própria alma parece haver se retirado. Difícil é amar quando já não encontramos motivos que justifiquem o nosso amor, acostumados que estamos a achar que o amor precisa estar sempre acompanhado de explicação. Difícil amar quando parece existir somente apesar de. Quando a dor do outro é tão intensa que a gente não sabe o que fazer para ajudar. Quando a sombra se revela e a noite se apresenta muito longa. Quando o frio é tão medonho que nem os prazeres mais legítimos oferecem algum calor. Quando ele parece ter desistido principalmente dele próprio. Difícil é amar quando o outro nos inquieta. Quando os seus medos denunciam os nossos e põem em risco o propósito que muitas vezes alimentamos de não demonstrar fragilidade. Quando a exibição das suas dores expõe, de alguma forma, também as nossas, as conhecidas e as anônimas. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, para caminhar ao seu encontro. Difícil é amar quando o outro repete o filme incontáveis vezes e a gente não aguenta mais a trilha sonora. Quando se enreda nos vícios da forma mais grosseira e caminha pela vida como uma estrela doída que ignora o próprio brilho. Quando se tranca na própria tristeza com o aparente conforto de quem passa um feriadão à beira-mar. Quando sua autoestima chega a um nível tão lastimável que, com sutileza ou não, afasta as pessoas que acreditam nele. Quando parece que nós também estamos incluídos nesse grupo. Difícil é amar quem não está se amando. Mas esse talvez seja o tempo em que o outro mais precise se sentir amado. Para entender, basta abrirmos os olhos para dentro e lembrar das fases em que, por mais que quiséssemos, também não conseguíamos nos amar. A empatia pode ser uma grande aliada do amor.
Falamos à beça de amor. Apesar das nossas singularidades, temos pelo menos esse desejo em comum: queremos amar e ser amados. Amados, de preferência, com o requinte da incondicionalidade. Na celebração das nossas conquistas e na constatação dos nossos fracassos. No apogeu do nosso vigor e no tempo do nosso abatimento. No momento da nossa alegria e no alvorecer da nossa dor. Na prática das nossas virtudes e no embaraço das nossas falhas. Mas não é preciso viver muito para percebermos nos nossos gestos e nos alheios que não é assim que costuma acontecer. Temos facilidade para amar o outro nos seus tempos de harmonia. Quando realiza. Quando progride. Quando sua vida está organizada e seu coração está contente. Quando não há inabilidade alguma na nossa relação. Quando ele não nos desconcerta. Quando não denuncia a nossa própria limitação. A nossa própria confusão. A nossa própria dor. Fácil amar o outro aparentemente pronto. Aparentemente inteiro. Aparentemente estável. Que quando sofre não faz ruído algum. Fácil amar aqueles que parecem ter criado, ao longo da vida, um tipo de máscara que lhes permite ter a mesma cara quando o time ganha e quando o cachorro morre. Fácil amar quando somos ouvidos mais do que nos permitimos ouvir. Fácil amar aqueles que vivem noites terríveis, mas na manhã seguinte se apresentam sem olheiras, a maquiagem perfeita, a barba atualizada. É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado. Nos cafés, após o cinema, quando se pode filosofar sobre o enredo e as personagens com fluência, um bom cappuccino e pão de queijo quentinho. Nos corredores dos shoppings, quando se divide os novos sonhos de consumo, imediato ou futuro. É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nos encontros erotizados, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando. Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. E fala o tempo todo do seu drama com a mesma mágoa. Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja. Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando até a própria alma parece haver se retirado. Difícil é amar quando já não encontramos motivos que justifiquem o nosso amor, acostumados que estamos a achar que o amor precisa estar sempre acompanhado de explicação. Difícil amar quando parece existir somente apesar de. Quando a dor do outro é tão intensa que a gente não sabe o que fazer para ajudar. Quando a sombra se revela e a noite se apresenta muito longa. Quando o frio é tão medonho que nem os prazeres mais legítimos oferecem algum calor. Quando ele parece ter desistido principalmente dele próprio. Difícil é amar quando o outro nos inquieta. Quando os seus medos denunciam os nossos e põem em risco o propósito que muitas vezes alimentamos de não demonstrar fragilidade. Quando a exibição das suas dores expõe, de alguma forma, também as nossas, as conhecidas e as anônimas. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, para caminhar ao seu encontro. Difícil é amar quando o outro repete o filme incontáveis vezes e a gente não aguenta mais a trilha sonora. Quando se enreda nos vícios da forma mais grosseira e caminha pela vida como uma estrela doída que ignora o próprio brilho. Quando se tranca na própria tristeza com o aparente conforto de quem passa um feriadão à beira-mar. Quando sua autoestima chega a um nível tão lastimável que, com sutileza ou não, afasta as pessoas que acreditam nele. Quando parece que nós também estamos incluídos nesse grupo. Difícil é amar quem não está se amando. Mas esse talvez seja o tempo em que o outro mais precise se sentir amado. Para entender, basta abrirmos os olhos para dentro e lembrar das fases em que, por mais que quiséssemos, também não conseguíamos nos amar. A empatia pode ser uma grande aliada do amor.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
A REAL
Sinceramente dei o start na minha vida. Segunda geração. Foi sofrido admitir. Estive tão perdida, com um sentimento bobo de querer não mudar o mundo. Estive me sentindo completamente sem chão para dar um pouco de orgulho da nossa capacidade. Fora outros conflitos maiores, além das nossas forças. sem chão para apoiar-me. Quis agredir como se me fosse direito apontar o dedo a alguém seja quem seja. Sei que magoei muitas pessoas e elas ainda continuam magoadas. Pela primeira e pela ultima vez. Mas isso foi antes do start, antes da chocadeira elétrica, antes do renascimento que estou vivendo. Sem menor vergonha e com a maior dignidade de saber o meu valor, saber quem eu sou. Agora sim, o que me motiva é mais do que nunca eu mesma, amo-me para que o copo faça transbordar, ao próximo. Pode não acreditar, mas eu não corro em busca de um troféu. Não seria justo com o troféu nem eu ficaria feliz. Uma simples romântica? Posso não dominar o espanhol, posso ser passional mas não sou burra, definindo minha vida. Não preciso definir minha vida para cumprir minha missão como mulher. Corro para transbordar o copo, ainda não aconteceu, mas quando isso acontecer, quem sabe minhas idéias já seram outras? Busco insistentemente estar bem comigo mesma. A cada dia, todo dia. Paz em tudo, tudo em paz... Moça feliz.
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