Amor, ou
você encontra ou você é contra. Costuma ser assim. Principalmente naquele
momento em que o amor parece uma bela promessa, mas seus amores insistem em
contradizer esperanças. O telefone não toca, suas mensagens a paixões iniciais
são respondidas com um "Quem é?" e quando você liga uma gravação
informa "A pessoa que você ama não te ama ou não existe". O sono não
chega e não é o cansaço que te incomoda, mas a perda da única chance de ter
quem você ama ao seu lado, sonhando. Você resolve seguir em frente, mas todas
as pessoas rumam para o mesmo destino, logo aquele que você já sabe que não é o
seu. Você pensa em se fazer sempre presente, mas assim as pessoas se cansam de
você. Você considera ficar mais distante para notarem sua ausência. Mas se
alguém não acha que há valor em te ter por que se importaria em te perder? O
que você descobre o real valor quando perde é dinheiro, não amores. Quem não
valoriza sua presença não se importa com a sua ausência (ainda que você se
importe). Caso você se apaixone, você é carente. Caso você não se
envolva, você é canalha! Se transar de cara, você é promíscuo e
alguém que não vale a pena investir. Se não transar na primeira vez, você é
puritano, frio, chato. O que, então, as pessoas querem afinal? O que nós
queremos, então? Se tanta gente diz que busca alguém, mas ninguém presta, não
era para um dia esses que prestam e buscam quem preste se encontrarem? Com quem
estamos perdendo tempo para não vermos quem vai fazer a gente ganhar o
dia todos os dias? Eu não sei. Mas sei o que ganhei com o tempo que perdi. Das
mensagens sem resposta, ficou a coragem de dizer o que eu sentia. Do desprezo
que me ofereceram ficou não a dor por existirem pessoas cruéis, mas o esforço
por nunca ser igual. Do valor que não me deram, ficou a certeza de que devo
oferecer o melhor ainda que não mereçam. Das desilusões, ficou a vontade de um
dia oferecer sonhos a alguém. Das vezes que não deu certo, ficou a vontade de
tentar. E em meio a isso tudo, encontrei a esperança. "Enfim
encontrei o amor", e descobri que o amor não se encontra, se constrói.
terça-feira, 8 de maio de 2012
sexta-feira, 23 de março de 2012
SAUDADE É BASICAMENTE NÃO SABER

Então você resolve que precisa ir, que chegou a hora e que a hora não chega. Arruma as malas, pega as fotografias na gaveta, guarda os portas retratos empoeirados. Você decide que é o momento certo, que o certo é agora e que o agora não pode esperar. Devolve as chaves, diz adeus e não consegui ir. "O amor não morra aqui" você diz. Então eu lhe digo, o amor está em você, em nós. Olhe para mim, mas não olhe apenas, me veja. Você com seu jeito teimoso de ser, vira as costas, sorri e me diz que vai ficar tudo bem. Eu sinto que nada está tão bem assim, mas a porta estará sempre aberta para você voltar, pois aqui, somente aqui é o seu lugar.
DESEJO DE SER
Observo, enxergo, sigo em frente. Hoje me envolvo mais, portanto sigo. Quero desconhecer quem eu conheço. Quero esquecer, anônima, invisível. Quero começar mais uma vez. Equilibrar a linha do horizonte. Sentei pra descansar como se fosse rainha, e flutuei no ar como se fosse um pássaro. Chorei e solucei como se fosse a vítima-alvo dessa armadilha inescapável. Nunca mais quis ver essa gente por perto, embriagada de conversas tolas e olhares de soslaio. Ela rabisca cores que pairam na brisa e flutuam no ar. Os rabiscos além do papel fogem desses ares. Não interessa quem viveu quem morreu. Sem mentiras nem meias verdades. O presente que desejo merece um esplendor. Fábula de amor, te quero. Silvestre, ao sabor mágico dos ventos. Uma linda borboleta pousa em minha janela atraída pelo doce sabor da existência.
quarta-feira, 14 de março de 2012
APAIXONE-SE!
Sou apaixonada pela vida, vivo cada minuto como se fosse o ultimo, respiro fundo, ouço o canto dos pássaros, sinto o vento balançar meus cabelos, me entrego! Me encanto com sorrisos belos, olhares sinceros, relembro momentos que nem de longe quero reviver, revejo pessoas que bem de perto quero conviver todos os dias, e não somente os dias, também as noites. Sinto o coração bater mais forte, descompassado, me deixei levar pela brisa, cai na real, joguei fora o sapato apertado, me libertei!
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
EU E ESSE MEU JEITO DE SER
Eu vim com dois defeitos de fábrica: um cérebro pensante e sentimentos pulsantes. Não sei a quem culpar por esse erro, mas eu vejo, sinto, percebo, falo, escuto e, portanto, penso e tento não me enganar. O defeito não é defeituoso para mim, mas para quem se aproxima e eu até entendo as queixas, deve ser mesmo muito complicado me tolerar. Eu não sei ver uma injustiça e fingir que não vi. Eu não consigo sentir ou perceber a real intenção de alguém e seguir o jogo. Eu não consigo perceber e enlouquecer pensando que não era nada disso, não sou capaz de me iludir para tornar real a ilusão preguiçosa de alguém. E isso incomoda. Eu incomodo. Incomodo, como me incomoda o mundo em que vivemos. Mundo que, às vezes, me dá nojo. E o pior de sentir nojo desse mundo no qual vivo é não poder sequer me dar ao luxo de vomitar: alguém seria capaz de me pedir para limpar!
REBOBINE, POR FAVOR!

Eu mantinha meu maior orgulho, a humildade. Essa voz rouca, essa vontade de sair. “De repente as coisas somem” ele disse. No início você duvida da frase, mas depois constata que isso acontece. De fato coisas somem. Os colegas somem, aquela vontade louca de viver a vida se esconde em meio as dúvidas e decepcões do mundo moderno. Aquela mania de rir adoidado, aquele amigo que virou namorado, o livro que foi autografado aonde foi parar? A vida leva da gente quem a gente deixa a vida levar. E eu que sempre confiei em conto de fadas, percebi que as fadas não te levam nas asas. (Continua).
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