sexta-feira, 22 de novembro de 2024

Vontade surreal de escrever sobre as coisas que aconteceram na minha vida nos últimos tempos. Tenho buscado ser um pouco mais reservada nas redes sociais. Há muita gente ruim, sabe. Por vezes, pensei em me desconectar completamente. Olho lá fora, chove, sexta, 22/11. Vejo meu reflexo, as linhas já revelam que não sou uma menininha. Sigo sem começo, meio e fim, você me conhece. Quando eu sinto, sinto pra valer, mesmo não verbalizando, verbalizo aqui. Confusão na escrita, algumas coisas realmente não mudam e.. que bom! Sinto que não preciso reescrever trechos, esses rascunhos fazem parte de mim e de quem sou. Gota escorre na janela, faz dias que chove o dia todo, toda hora, sem hora de acabar. Molha aqui dentro, lá fora, parece seco, mas não é, parece firme, mas tem medo, sempre tem, sempre tive. Acho que sempre terei. A música no repeat, frequentemente, na mesma frequência, frenética. Um breve sorriso, a batida é tão boa, que envolve, fecho os olhos e vejo ele, visão melhor não há. A risada toma conta, quando conto que tudo começou aqui, ridículo! Esses contos encantados só acontecem em conto de fadas e não é que aconteceu, clichê. Olha eu outra vez, começando e terminando sem enredo, sinto que nossa batida não tem ponto final. Final sem fim. Te vejo em breve ;)

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Oi

 Sou eu, senti sua falta!

Tanta coisa mudou nesses últimos tempos. Tempos corridos, correria, corrida, corri quase 18km, nem acredito! Acredite que o tempo passou,  tão rápido, passada! Penso em você todo momento, momentâneo, montanha, subida, crescimento, amor, você.

quarta-feira, 3 de novembro de 2021

Pra quem você escreve?

 Eu escrevo pra ser sincera comigo mesma. As vezes é a única forma de saber o que estou sentindo. É como se eu escrevesse para saber o que vou escrever, se é faz algum sentido. Mas, é mais fácil escrever a verdade do que dize-la em voz alta. Ninguém pode tirar as palavras que já escrevi. Ninguém pode me diminuir ou dizer que minhas palavras não têm valor, ninguém pode apagar quem eu já fui e nem aonde estou indo. Aqui, sei que estou escrevendo pra mim mesma. Ontem foi um dia muito doloroso e feliz ao mesmo tempo, são tempos de quebrar tempos. Tempestade! 

quinta-feira, 12 de setembro de 2019

LEIA EM 2023

Esse texto não é pra você, nem sobre você, é pra mim. Quero ler daqui a 4 anos e ver como estou, sabe aquelas coisas bem clichês? "Como você se vê daqui a 5 anos e blá,blá,blá".
Semana passada fui em uma consulta e a nutricionista me perguntou isso e eu simplesmente não consegui me visualizar, bizarro né? 
Não consegui imaginar aonde estarei, meu corpo, meu peso, será que vou ter mais filhos? Será que vou me formar na sonhada faculdade? Estarei morando fora do Brasil? (spoiler). Eu simplesmente não sabia, não sei. 
"Mas nada é tão grande quanto os nossos sonhos", ouvi isso de uma blogueira esses dias e é tão real. Logo eu que gosto de ficar com os pés no chão, resolvi escrever. Vou lançar essa projeção aqui nesse papel, vai que né.. 
Escrevo esse papel verbal na véspera do meu aniversário de 26 anos, já imaginando sua cara surpresa de enfim descobrir a minha idade. Pela primeira vez eu não estou ansiosa, talvez a idade tenha chego pra mim e eu não ligue mais pra festas ou talvez eu tenha tudo e todos os que eu precise e nada mais me falte e comemorar só com eles, já valha. É muito dificil pra mim escrever sobre um futuro incerto, eu sempre tive medo, sabe e isso não mudou. Simplesmente eu espero as coisas acontecerem naturalmente e até agora tem dado certo, mas acho que já chegou a hora de eu correr atrás do que eu quero. Confusa. Será que eu sou boa o suficiente para pagar essa faculdade tão cara? Você quer investir em mim? Eu mereço? Cai uma lágrima ou outra. Essa insegurança, me segura tanto. Encontrei na corrida minha válvula de escape, eu simplesmente ouço a minha música e saio sem rumo, penso em tudo. Já chorei algumas vezes correndo e tive que parar. Confesso. É um silêncio tão ensurdecedor você ter que se ouvir, que as vezes dói. A endorfina só se compara ao amor que eu sinto por eles. Amanhece, correria, troca roupa, leva pra passear, faz o lanche, arruma a marmita e sai na correria que as vezes esquece de beijar, mas não deveria. Ai beija no elevador, beija na alma, em cada pensamento diário, pensando no melhor jantar, na melhor brincadeira, no café da tarde que vai agradar. Ela, ela é a dona do meu futuro, mas não deveria ser, eu deveria querer viver apenas por mim, estou buscando melhorar isso dia a dia, porque um dia ela vai crescer, me dar um beijo e ir pra vida. 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

PARA ELE

Apaixonada pela escrita dele. Havia tanta tristeza em suas palavras que ela queria ser uma lágrima em seu rosto úmido e frio. Houve tanto medo de se apaixonar e se tornar um daqueles textos sem finais felizes. Existiu tanta poesia e um coração tão puro, que inspirou a vida e deu vontade de conhecer. Ela demorou para entregar sua alma para ele, mal sabia que à ele já pertencia. Ela não sabe de nada. Ele não sabe, mas ela a relê todos os dias, quase. Ciúmes dos textos antigos endereçados sem endereços, dos beijos gastos até encontrar sua boca, dos sentimentos sentido em vão. Passado, ele diz. Ela sente que erra todos os dias, concerta, mas inconsciente volta à errar. Culpa por não ter tido nunca algo verdadeiro e quando o têm custa a acreditar que seja boa o suficiente para isso. Ela erra, ela era.

DESmame

Desmame. Que papo de mãe mais chato, não é, apenas espere. O famoso desmame aconteceu tão rápido que eu nem percebi. E quem sofreu fui eu. Eu fui desmamada sem nenhum aviso prévio, não estava preparada para esse momento. Não sou hipócrita, eu estava planejando à tempos, mas eu achei que ela iria chorar e clamar pelo colinho da mamãe e não, eu que choro e corro atrás dela pedindo atenção. Ela é independente e tão dona de si, que me dá medo. Um misto de orgulho e insegurança, não sei explicar. Acho que caiu a ficha de que se esta criando o filho para o mundo e não pra si. Não sei ao certo porque estou escrevendo esse texto. Nada é planejado.

quinta-feira, 5 de abril de 2018

ABRIU

Dois mil e oito e nenhuma palavra. Abril e nenhuma abertura feita. Tenho vivido em constante, tanto que constantemente não consigo me digitar. A vida esta tão corrida e percebi que sempre foi assim, nunca tive pausa. Comecei a escrever este texto sem a minima ideia de aonde ele vai parar. Pausa. Talvez se estivesse ensaiado um pouco mais, eu saberia. Mas a vida é totalmente sem freio, você sai sem saber se irá voltar, como e quando. Não é?! Muito fácil acreditar em destino e deixar se levar, mas é preciso acordar cedo todas as manhãs, batalhar e voltar pra casa achando que não fez o suficiente. Cobrança. Eu tava doida pra que esse texto fosse algo diferente do que é, no fundo talvez seja. Um texto sem começo e fim, com alma. Minha. Eu enfim, descobrindo a mulher que me tornei, puta que pariu. Modéstia a parte. Nem lembro quantas vezes eu busquei as palavras pra mostrar aonde eu chegaria, mas a verdade é que ainda não cheguei nem no meio do traço.

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

SE VOCÊ NÃO TEM FILHOS II

Se passou 6 anos e agora posso escrever com propriedade, afinal minha joia preciosa vai completar um ano no mês que vem. Lá vamos nós, pegue um balde de pipoca caro leitor, que vou lhe dar boas dicas, sobre filhos. Se você não os tem, é claro que você conseguiu concluir essa tarefa sem ser interrompido, mas se já os tem, sente sem o aperitivo e me leia, mesmo assim. Ah seu eu pudesse reescrever minhas expectativas do passado em relação aos filhos, eu estaria mais preparada para tudo. 
Se você não tem filhos provavelmente assim como eu, você alguma vez já deu pitaco na criação de alguém, não faça mais isso, ok?! UFA! Podemos prosseguir. Continuo achando a maternidade pesada e cheia de coisinhas pequeninas que se somadas se tornam exaustivas e cansativas, mas acredite em mim vale muito. Se você não tem filhos e imagina que poderá continuar vivendo sua rotina como de costume, que o bebê recém-chegado deve se acostumar a sua rotina e não vice-versa, PASME, isso não acontece, você se anula. Você esquece que você também é uma pessoa que sente vontade e tem necessidade, principalmente nos primeiros meses. Muita gente romantiza a maternidade, posso te falar? Puta que pariu, quem disse isso provavelmente não tinha filhos! Todo mundo acha que cria seu filho melhor que você, todo mundo te rotula. Rótulos! Vocês recebe rótulos por tudo: boa mãe, mãe natureba, mãe neurótica, enfim. Nas suas costas vai cair um mar de culpa, livre-se dela, vai por mim a criação é compartilhada, seu parceiro não está ali só para te ajudar, ele precisa fazer o papel dele. Confesso que muitas vezes eu não dei (dou) abertura e autonomia pro meu, mas eu estou tentando mudar. Quando você tiver filhos você verá alegria e infância por todos os lados, terá brinquedos espalhados pela casa toda, você vai descobrir que as crianças são tão mágicas, que qualquer coisa vira brinquedo. Você vai ter tanta roupa para lavar no fim de semana, que vai se perguntar milhares de vezes: "como um ser tão pequeno, suja tanta roupa?" Você vai perder a conta de quantas fraldas você já trocou. O cocô fica mais fedido com o passar dos meses (?). Você vai pagar MUITO a língua, se acostume com isso!  Lembra da sua sapatilha especial? O bebê vomita nela! Se você não tem filhos ainda, os tenha logo. É recompensador!

CONFUSA.

Eu nem sei se posso transformar minha própria vida. Sinto que meus sonhos já não são meus. Eu vejo os carros passarem na minha porta, janela. Eu sinto muita falta de algo que eu nem sequer cheguei ser. Tenho evitado escrever, pois tenho encontrado passos que não dei. Algo queima dentro de mim e eu, eu nem sei o que é. Confusa. Eu senti, mas apenas. Me transformei tanto em tão pouco tempo, mas vejo cada dia partir e eu, aqui. Tenho vivido momentos mágicos, estou longe de estar triste. Talvez eu só precise que alguém assuma meu papel por alguns minutos para que eu possa respirar fundo e ser eu. Continuo sendo eu, mesmo não sendo. Confusa.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Tenho vivido em uma rotina extremamente puxada. Ser mãe deve ser assim mesmo, eu digo para mim mesma em cada manhã. Muitas vezes saio antes de nascer o sol. Preciso muitas vezes me policiar para não virar quem sempre critiquei: a tia reclamona. Tenho pensado muito em voltar a escrever aqui, pois consigo transbordar sentimentos do meu coração. Preciso mudar o ponto de vista. Uma única coisa transmuta em olhos diferentes. Fico imaginando o mundo no olhar da minha filha. Eu fico imensamente feliz em ver ela olhando pela janela do transporte público, ela fica tão fascinada. Deveríamos para sempre ser criança.
Eu ainda não entendo muito sobre esse novo papel de mãe. Mas tenho me esforçado ao máximo para ser sempre o melhor de mim, falho e volto a estaca zero inúmeras vezes. Me cobro muito e novamente aprendo com ela. Ela fica tão feliz em ver o nascer do sol comigo de manhã. Eu mostro à ela as nuvens e a cor do céu, ela não me responde, mas sei que ela me entende. Ela sorri.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Há dias que venho querendo escrever sobre esse momento mágico que estou passando em minha vida, mas confesso que o tempo tem sido curto e eu não sabia muito bem por onde começar.
Bom, resolvi começar por onde tudo se iniciou: o parto! Muita gente me perguntou como é a experiência de um parto, por isso decidi escrever algumas linhas, mesmo sabendo que um momento tão magnifico não cabe em um pedaço de papel. Meu parto foi natural, ou seja: sem intervenções médicas, isso mesmo, sem anestesia, sem cortes, da maneira menos traumática para minha linda. Sim, pasme, aprendi que o parto é o primeiro trauma que um bebê sofre. Não me lembro muito do choro da Isabela, na verdade me lembro de pouca coisa. A dor? Não sei descrever, não existe comparação, mas passa, na hora! Lembro das palavras doces da enfermeira, lembro de todo o apoio que o meu marido deu para mim, sem ele ali, com certeza não teria forças. Lembro de pegar a Bela no colo, era como se eu tivesse levado um soco, tantas emoções que não cabiam em mim, transbordavam pelos meus olhos. Aquele momento foi o mais feliz da minha vida!
O meu maior sonho estava em meus braços. E agora? O que eu faço? Foi o que eu pensei. Ninguém me ensinou a ser mãe. Fui tomada por um turbilhão de palpites e orientações: "não coloque isso, coloque isso, faça assim, não faça assim." Os primeiros dias foram muito difíceis. A maternidade não é um conto de fadas e não tem problema nenhum você assumir isso, você não será menos mãe. A maternidade para mim é um aprendizado constante, todo dia eu aprendo alguma coisa, todo dia eu ensino. É um troca, de carinho, de amor. 
Este texto? Continua... 

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

ESPERAR!

As vezes a vida dá uma acelerada e você é impulsionada a seguir o ritmo e simplesmente esquece de apreciar a paisagem. Você só quer chegar no jardim encantado, mas acaba não colhendo as flores que sempre sonhou em cultivar no caminho, quando se dá conta aquelas margaridas e os jasmins que você desejou, plantou e regou com todo cuidado já não estão mais aos alcance das suas mãos. Chega o arrependimento, cobrando a parcela. Você só se dá conta, quando não dá mais conta. Eu sempre sonhei com o momento em que vivo, sempre me imaginei gerando outra vida, apreciando e degustando cada segundo. Mastiguei, me maltratei, tornei cansativo algo que sempre almejei, covarde! Houve tanta pressão e cobrança própria que acabei esquecendo de saborear o gosto doce de gerar, digo no passado, pois tive um estalo e acordei. Sim, com uma chuveirada quente nas costas, entre dores, eu percebi que preciso aproveitar cada pétala que ainda posso colher e farei isto, já estou fazendo. Afinal a vida é Bela todos os dias, mas minha Isabela só nascerá uma unica vez.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

SOBRE SER

Sempre quis ser muito pra pouca gente. Sempre quis ser alguém que nunca fui. Me descobri, descoberta, passando um frio imenso que me fez amadurecer. Amadureci no frio, cresci no silêncio. Quando percebi me tornei quem era, quem sou. Passei por altos e baixos. Quando estava no topo notei que tenho pavor de altura, então resolvi humildemente descer e aprender à voar, no meu tempo. Tempo que eu sempre quis apressar, adiantando meu próprio relógio, parado no tempo. Me ajustei sem roupas justas. Resolvi deixar rolar. Rolou, conheci, casei e hoje me torno mãe. Eu, ansiosa, ansiosamente gero. Multiplicar-se não é tão fácil como imaginei. Enquanto escrevo essas linhas, sou tomada por pontapés nas costelas e repentina falta de ar. Prevejo que ela será escritora, assim como os pais. Qual o nome dela? É Isabela!

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Querida, leia ao som de Fix You - Coldplay.

Sempre escrevo aqui no blog, pois as chances de alguém do Facebook ler são bem menores, quase zero. Vou me dar as minhas próprias medidas. Ainda não sei ao certo como contar essa história. Conto por sinais que comunicam. Mas, além de mim, quem irá notar?
Hoje, uma segunda-feira qualquer, de um mês comum. Acordei pensando em você, sonhei com seus lindos olhos cor de mel, com sua boca rosada e seus cabelos quase inexistentes e eu que nunca vi seu rosto, fotografei em minha memória essa simples imaginação, imaginada. Sabe, esses últimos meses foram muito difíceis para mim e talvez eu tenha me esquecido o quanto a vida é Bela, do quanto vale a pena esperar por algo que já está em mim. E eu que não te conheço já quero dividir todas as minhas vivencias, vividas. Quero lhe confessar que esperei muito por essa espera, me senti impotente. Eu não conhecia minha própria força. 
Eu fiquei adiando esse texto por alguns meses, mas não adianta adiar esse contato com as letras. Sério, acreditei que não sabia mais escrever, fiquei por dias encarando o papel em branco, tentando dar o play. As palavras se coçam para sair. Elas são os pequenos pedaços de mim e sinto muito orgulho de ter me tornado um poesia quase completa. Então elas começam a se formar. As imagens e os sons fazem as letras dançar até nascer o texto. Quando eu percebi estava difícil parar de escrever, pois eu queria por mais e mais de mim, queria transmitir o melhor para que se um dia você venha a me ler, saiba o que eu era, o que fui e o que me tornei para você. O quanto eu tentei concertar os erros gramaticais para você não notar minha insegurança, para que você se sentisse parte de mim, como já é. Você me inspira, me faz sonhar acordada. Confesso que não sei terminar este texto, mas não tem problema, nossa história não termina aqui. 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

He

Ele diz que ela está errada, que jamais faria algo para lhe magoar. Ela guarda mágoa. Ele que tudo fala certo, não falou palavras pequenas, que tocam no coração dela. Ela fica chateada. Ele acredita que faz o suficiente, que diz eu te amo e pode ficar indiferente. Ela sente que o sentimento é diferente. Ela, ela... Vê do ponto dela. Ele, vê do ponto dele. Ponto final.

She

Ai ela começou a se irritar com coisas banais, sentiu aqueles sentimentos que não sentia a tempos, quis entender, não entendeu, fedeu. Depois, decidiu não se importar mais, falou coisas que não deveria, desejou, deixou um silêncio, silenciou. Ela acabou magoando quem não deveria, se apavorou mas ignorou. Deu uma pausa para um café com leite, biscoitos integrais, lembrou de todos os amores boçais. Ela sentiu saudades do passado recente que passou e não volta mais. Abriu um livro romântico, sentiu o vazio que enchia seu coração... PLOFT! O livro caiu entre as pernas, deixando entreabertas recordações que já haviam sido fechadas. Ela passou horas e minutos pensando em suas decisões, releu suas escritas, ela que sempre foi ela. A mulher que ela se tornou à assusta. Tomara que ela tenha coragem para se enfrentar em frente ao espelho e se enxergar com seus próprios olhos. Independente de dependências. Ela olhou no celular, percebeu que ela não liga. Ela desligou o troço, se desligou do mundo ao som do ventilador velho que tanto irrita...

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

"Encontrei esperança no meu coração
Eu encontrei a luz da vida
Meu caminho para fora das trevas
Achei tudo que eu precisava
Aqui dentro de mim
Oh, pensei que eu nunca encontraria meu caminho
Pensei que nunca levantaria todo esse peso
Pensei que iria falhar"

Tomo posse deste trecho de Whitney, pois é assim que sou. Singular, complexa, confusa e carente. Sempre rodeada de paredes protetoras, com o coração fechado, os sentimentos escondidos. Por muitas vezes, nem eu me entendi, nem eu me senti interessante o bastante. Me procurei durante anos e no momento em que desisti de me encontrar, me achei. Imperfeitamente, eu. 



quarta-feira, 8 de julho de 2015

SANGUE NOS OLHOS!



Chove em mim hoje. Gotas derramadas pela perda me encharcam de tantas lágrimas, estou toda ensopada.  Sinto o frio invadir o coração amargurado, seco. Vejo a vergonha nos olhares dos juízes da vida. Vejo que julgam. Reparo no orgulho, nas mãos cheias de sangue. Penso que em toda noite, ontem, hoje e amanhã o tormento lhe fará companhia. Leio cada trecho da matéria, cada vírgula e não consigo entender, como o ódio pode tomar conta da razão. 
"Um homem suspeito de ter cometido um assalto foi amarrado em um poste e espancado até a morte por moradores do bairro São Cristóvão, em São Luís, no Maranhão. De acordo com a Polícia Civil, Cleydenilson Pereira Silva, de 29 anos, teve suas roupas rasgadas e as mãos, pernas e tronco presos a um poste de luz. Agredido com socos, chutes, pedradas e garrafadas, não resistiu e perdeu a vida ainda no local, por conta de uma hemorragia."(Carta Capital).
Eu leio diferente:
"Um homem negro, ladrão, pobre, imundo, bandido bom é bandido morto."
A vida está um caos! Joguem suas bíblias no chão, larguem seus valores, seu caráter, sua dignidade, corram atrás daquele bandido. Amarre-o com sangue frio, da mesma maneira que os escravos eram amarrados ao tronco. Lhe rasguem as roupas, deixe que entre os vãos lhe finquem as feridas, para que ele jamais esqueça. Quem nunca pecou atire à primeira pedra, os hipócritas também, é claro. Dê chute, dê soco, ensine aos seus filhos o que os cidadãos de bem fazem. Façam uma fila, cada um bate uma vez, não fure a fila, não seja ladrão. Bata com garrafas, pois os chicotes estão em extinção. Olhe bem no fundo dos olhos deste homem, veja uma família, veja um filho sem pai, um pai sem filho, uma mãe que chora, assim como eu. Era bandido? E quem é você pra julgar? VOCÊ É UM ASSASSINO! 

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Sobre Redução.




Vejo muita gente, inclusive pessoas que eu julgava meus amigos, concordarem e promoverem a redução da maioridade penal, como se fosse algo corriqueiro, algo “normal”, algo que devesse ser feito.  Redução é um tema complexo, tema preconceito, um golpe!
Acompanhei as duas votações pela televisão. Na primeira, observei deputados convictos, decididos. Os que votaram SIM, já eram esperados, as bancadas de sempre, com os argumentos de sempre. Os opositores votaram NÃO, neste momento vi rostos novos, me surpreendi, mas sabia que a luta não iria acabar por ali. Eis que surge o golpe orquestrado por Eduardo Cunha, já é de se esperar, mas assim, tão na cara. Foi um tapa na cara da sociedade. Devem nos julgar como tapados, só pode. Mas como quem decide é ele, você já deve saber o andar da carruagem. Vamos à segunda votação, nesta não havia a participação dos jovens, coincidência? Não, manobra! Os que votaram “não ou se abstiveram”, da noite pro dia (literalmente), mudaram seu voto pro “sim”.
O que me deixa realmente indignada, é que todos sabem quem vai sofrer com a Redução: os pobres, negros, favelados ou não. Os filhos privilegiados, que moram em seus condomínios fechados, não irão sofrer. “Porque eles não se envolvem”, “Porque são crianças de bem”, ouço muito isso.  Não, não iram sofrer, porque a lei cede para quem tem sobrenome. A lei é carinhosa com quem é “filho de alguém” e não é de hoje, nem de ontem.
Não é vitimismo, é realidade! Se você que é favorável à redução, acredita na “meritocracia”, dê um pulo em um bairro desfavorecido da sua cidade, acredito que você não precisará ir muito longe.  Ande pelas calçadas irregulares, pelas ruas sem pavimentação, pelas pontes improvisadas com madeiras de construção.  Ande pelos morros, em meio aos barracos feitos de papelão, cumprimente à mulher que lhe sorri na janela, pois apesar de tudo, ela está feliz. Suba à favela, desça à ladeira. Vá à escola, visite as salas de aula, sem cadeiras, sem merenda, sem quadra de esporte, sem professor, sem estrutura. Ah, não se esqueça de ir ao banheiro, cheira mal né?! Está se sentindo mal? Vá ao posto de saúde, espere duas ou três horas para ser atendido, chegou sua vez. Não tem médico para te atender? Volte outro dia. Dê uma olhada nos rostos das crianças, nas suas roupas, nas brincadeiras improvisadas. Brinquedos? Aonde? Está quase acabando seu passeio, está com medo? Está confuso? Aproveite que está indo embora e vá à praça ver aonde os jovens brincam nos domingos à tarde. Você andou, andou e aposto que não encontro praça alguma. Lazer? Pra quê jovens favelados precisam de lazer? “Precisam trabalhar para ser como eu, precisam desejar o que eu tenho, precisam se esforçar mesmo sabendo que nunca vão chegar aos meus pés, nunca vão ser como eu. E eles só existem, só estão nesta situação para eu me sentir superior.” Você deve ter pensado.
Pronto, volte para sua casa, entre no seu carro, feche o vidro, afinal você não precisa saber que eles estão ali. Ligue sua música preferida, e esqueça que eles existem. Entre em sua casa, sua família o espera, sua esposa? Com um bolo quentinho saindo do forno. Volte para sua vida miserável sem miséria!  
Eu? Sou totalmente contra à Redução da maioridade Penal, acredito que o problema deva ser solucionado na sua raiz, mudando o ambiente social, com escolas dignas, com estrutura. E isto não é um favor, é obrigação do estado! Redução? Ela não é e nunca foi a solução, só vai prender os filhos dos outros! Ah, esqueci, você não se importa, afinal pimenta nos olhos dos outros, é refresco!   

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Pobre de direita. Jura?


Às vezes fico me questionando, enquanto estou no ônibus vindo trabalhar, fico olhando pela janela, pensamentos vem e vão, afinal de contas o que pensam aqueles que se rotulam como “direita” brasileira?
São tantos, estão em tantos locais, porém se reproduzem na internet. Sim, isto é fato!
São vazios em informação, mas são craques em compartilhar. Aliás, eles em minha opinião são bem parecidos com os papagaios, porém não são fofos. rs
Hoje de manhã como de costume abri meu café matinal: Carta Capital. Dei uma leve olhada nas matérias, porém uma me chamou à atenção, está ali, escancarada: “A direita abraça a rede”, eis que surge o motivo do meu texto. Antes da leitura inicial, faço uma pequena reflexão. Engulo o texto, sim, tive que engolir, porque até me deu um nó na garganta ao ler tais afirmações que o jovem André citou. Triste.
Porém nós dois temos a mesma opinião (oh, uma em comum), tanto ele quanto eu, acreditamos que muitos que se consideravam “analfabetos políticos”, sofreram de um despertar. E eu acho isto ótimo, pois quanto mais as pessoas buscarem conhecimento, mais criticas ficarão. Sim, eu vou repetir para deixar bem claro: Quanto mais buscarem conhecimento! Não que eu seja a dona da verdade, estou longe disto, era “analfabeta política” a pouco tempo atrás. Quando comecei a buscar o conhecimento, fiquei com muitas dúvidas, afinal, a verdade absoluta que eu sempre acreditei, pasmem: sempre foi mentira!
Não é de hoje, nem de ontem, que o Brasil, mas não somente ele, todo o mundo, é dividido em classes sociais. Existem basicamente três classes sociais: Baixa, Média e Alta, ou como queiram chamar: A, B, C, D e E. Caso você, caro leitor, não consiga se situar, nós brasileiros em maioria estamos na classe Baixa ou Média. Sendo assim podemos nos titular como: classe trabalhadora. A classe que move o Brasil, que move o mundo. A classe que não sabe o poder que têm nas mãos e é exatamente por medo deste poder que a classe Alta, nos reprime! Faz com que muito de nós acredite que faz parte da sua classe, do seu prestigio. Induz-nos ao erro, erro este que irei citar um por um. Muitos dos meus colegas acreditam que não fazem parte da classe explorada, me criticam, me ofendem, mas pare e pense: Ficam contando as migalhas, para comprar roupas, para ir às raves, para ter a falsa ilusão que “fazem parte”, para ter status, para se sentir “incluso”. Eu não julgo as baladas, nem julgo meus colegas, estão sendo influenciados, por um sistema, que diz que é o certo a fazer. E o fazem. Se sentem incluídos, começam a pensar, falar e agir da maneira que o grupo determina. Eis o ponto: Estão sendo manipulados, inconscientemente. Tornam-se favoráveis à redução da Maioridade penal, mas se esquecem de que cresceram nas favelas ou nos bairros como eu, locais sem estrutura, com educação longe da fundamental, sem lazer. Sem estrutura familiar, pois tanto a mãe quanto o pai, têm que trabalhar em escalas doidas, para poder dar o sustento. Eu nunca passei fome, mas me faltou o alimento essencial: Educação digna! Muitos de meus colegas de escola, nunca se formaram, tiveram que abandonar o estudo para trabalhar, pra pôr o pão dentro de casa. Muitos viram no crime, muitos nas drogas a opção para obter sustento.  Jovens inconsequentes? Não, jovens sem oportunidade, sem “experiência”, porta na cara. 
O ódio com os que se rotulam como “direita” enxergam o mundo é incrível, e vou lhe contar um segredo: as vezes me dá medo! São diversos os ataques ao governo, o qual eles mesmos elegeram, sem falar das asneiras que eu escuto: “O PT está tentando transformar o país em uma ditadura comunista”, “Comunistas comem criancinhas”. Eis que surge uma gargalhada. Dou risada quando escuto isto. Será que eles acreditam em fada do dente? Nem tudo que está na internet é verdade, vamos ter bom senso pessoal! Mas o pior ainda está por vir, pois quando você tenta argumentar, colocar sua opinião, você é tachado como arrogante, o sabe-tudo.  Só porque você cita a história e os fatos. Engraçado né? Para eles existem dois lados da moeda, o que eles julgam certo, e o outro? Não importa para eles!
Continuo na busca para a minha definição do que pensam os direitistas: cri cri cri.