terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
TÃO, TÃO... VOCÊ!
"Quando olho em seus olhos
É como assistir o céu noturno
Ou um belo amanhecer
Eles carregam tanta coisa
E como as estrelas antigas
Vejo que você evoluiu muito
Para chegar aonde está
Qual a idade da sua alma?"
Me sentia perdida, na terra dos gigantes, vazios, tão cheios de nada. A vida percorria um rumo qualquer, me levando a qualquer lugar, pra qualquer um. Eu tão cheia de mim, das minhas certezas, dos meus segredos mais secretos. Você tão recheado de vida, tão decidido de si, tão só. Me sentia sozinha, rodeada de falsos amigos. Você se sentia amado, namorado de namoradas falsas. Notas de um real já não valem mais nada. Eu me levava, eu me guiava, eu me enganava. Afirmava para mim mesma todas as manhãs, que a manhã seguinte seria melhor. Vida hipócrita! Me sentia perdida, na terra dos gigantes, até que você me encontrou. Tão cheio de sonhos. Eu com meus pés firmes no chão, só durou até eu pegar na sua mão. Mãos quentes, mãos firmes. Mãos que me guiaram, moldando um molde, moldado por aquele que tudo sabe, que tudo crê, que tudo espera. Quem é este? Eu não sei. Mas agradeço todas as manhãs, por ter me dado você.
MÃE SOLIDÁRIA
Daqui a um mês vou me tornar mãe. Vou ter um mês para mãe me tornar. Quero sentir o aconchego dos pequenos bracinhos, quero que me envolva com suas mãozinhas frágeis, quero trocar as fraldinhas ou apenas lhe contar uma historinha para que adormeça. Vou ser a amiga, a mãe do sábado, do domingo, a mãe que vem sem hora, a mãe que tem hora pra voltar. Daqui a um mês vou me tornar mãe, não de apenas um, vou ser mãe de todos, de todos pretendo a mãe ser. Eu não me importo com a idade, não importo com a cor, nem se o cabelo é liso ou cacheado. Eu só quero ser importante, eu só preciso me importar, afinal ninguém se importa!
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
quinta-feira, 16 de janeiro de 2014
Sonhos são doces como mel, que mudam conforme cada passada no açúcar desta nossa vida amargurada. Azeda! Sabe, eu sempre quis ser mãe, sempre desejei ser uma grávida bonita, com aquela barriguinha redondinha, empinada. Sempre me imaginei comprando o enxoval, aguardando ansiosamente cada mês, sentindo cada emoção. Sempre me idealizei, sempre sonhei ter filhos lindos, com olhos cor de mel. Hoje? Meu sonho apenas é poder ser mãe! Filhos grandes também enchem o coração de qualquer mulher. Sigo, frustada com meu sonho empoeirado em uma gaveta qualquer, aguardando, pois uma hora a minha hora vai chegar. Em que hora? Na hora certa!
segunda-feira, 30 de dezembro de 2013
AFINAL, VIVER É LUTAR!
Me denigra, por favor! Me rasgue de cima em baixo, baixando o nível. Estou quebrando as barreiras. Me rabisque, me pinte, sou moldura branca virando aquarela do Brasil. Minta pra mim, me engane, quero ser farsa farsada. Me magoe, me deixe chorar, as lágrimas são feitas para lubrificar os corações amargos, companheiros. Me sinta, estou viva, então só quero viver. Vou me politizar. Vou correr da direita para esquerda, ensaiando uma dança comum, para que todos possam aprender, que sozinhos, não somos nada.
RETROSPECTIVA DOIS MIL E NUNCA!
Essa história que cada ano é um recomeço é história para boi dormir, se é que boi dorme.

As mesmas promessas, descumpridas, compridas demais para serem realizadas. Desculpas esfarrapadas, não me enchem os ouvidos. Melhor ser surda. Agora me diga: O que te leva a pular sete ondinhas, se você não consegue sequer derrubar um peça do desafio final? Quantas uvas você come para prometer a dieta da segunda-nunca? Pare de encher tanto a boca com suas promessas vazias. Se desafie!
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