quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016
She
Ai ela começou a se irritar com coisas banais, sentiu aqueles sentimentos que não sentia a tempos, quis entender, não entendeu, fedeu. Depois, decidiu não se importar mais, falou coisas que não deveria, desejou, deixou um silêncio, silenciou. Ela acabou magoando quem não deveria, se apavorou mas ignorou. Deu uma pausa para um café com leite, biscoitos integrais, lembrou de todos os amores boçais. Ela sentiu saudades do passado recente que passou e não volta mais. Abriu um livro romântico, sentiu o vazio que enchia seu coração... PLOFT! O livro caiu entre as pernas, deixando entreabertas recordações que já haviam sido fechadas. Ela passou horas e minutos pensando em suas decisões, releu suas escritas, ela que sempre foi ela. A mulher que ela se tornou à assusta. Tomara que ela tenha coragem para se enfrentar em frente ao espelho e se enxergar com seus próprios olhos. Independente de dependências. Ela olhou no celular, percebeu que ela não liga. Ela desligou o troço, se desligou do mundo ao som do ventilador velho que tanto irrita...
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
"Encontrei esperança no meu coração
Eu encontrei a luz da vida
Meu caminho para fora das trevas
Achei tudo que eu precisava
Aqui dentro de mim
Oh, pensei que eu nunca encontraria meu caminho
Pensei que nunca levantaria todo esse peso
Pensei que iria falhar"
Tomo posse deste trecho de Whitney, pois é assim que sou. Singular, complexa, confusa e carente. Sempre rodeada de paredes protetoras, com o coração fechado, os sentimentos escondidos. Por muitas vezes, nem eu me entendi, nem eu me senti interessante o bastante. Me procurei durante anos e no momento em que desisti de me encontrar, me achei. Imperfeitamente, eu.
quarta-feira, 8 de julho de 2015
SANGUE NOS OLHOS!
Chove em mim hoje. Gotas derramadas pela perda me encharcam
de tantas lágrimas, estou toda ensopada. Sinto o frio invadir o coração amargurado,
seco. Vejo a vergonha nos olhares dos juízes da vida. Vejo que julgam. Reparo
no orgulho, nas mãos cheias de sangue. Penso que em toda noite, ontem, hoje e
amanhã o tormento lhe fará companhia. Leio cada trecho da matéria, cada vírgula
e não consigo entender, como o ódio pode tomar conta da razão.
"Um
homem suspeito de ter cometido um assalto foi amarrado em um poste e espancado
até a morte por moradores do bairro São Cristóvão, em São Luís, no Maranhão. De
acordo com a Polícia Civil, Cleydenilson Pereira Silva, de 29 anos, teve suas
roupas rasgadas e as mãos, pernas e tronco presos a um poste de luz. Agredido
com socos, chutes, pedradas e garrafadas, não resistiu e perdeu a vida ainda no
local, por conta de uma hemorragia."(Carta Capital).
Eu leio diferente:
"Um
homem negro, ladrão, pobre, imundo, bandido bom é bandido morto."
A vida está um caos! Joguem suas bíblias no chão,
larguem seus valores, seu caráter, sua dignidade, corram atrás daquele bandido.
Amarre-o com sangue frio, da mesma maneira que os escravos eram amarrados ao
tronco. Lhe rasguem as roupas, deixe que entre os vãos lhe finquem as feridas,
para que ele jamais esqueça. Quem nunca pecou atire à primeira pedra, os
hipócritas também, é claro. Dê chute, dê soco, ensine aos seus filhos o que os cidadãos de bem fazem. Façam
uma fila, cada um bate uma vez, não fure a fila, não seja ladrão. Bata com
garrafas, pois os chicotes estão em extinção. Olhe bem no fundo dos olhos deste
homem, veja uma família, veja um filho sem pai, um pai sem filho, uma mãe que
chora, assim como eu. Era bandido? E quem é você pra julgar? VOCÊ É UM ASSASSINO!
sexta-feira, 3 de julho de 2015
Sobre Redução.
Vejo muita gente, inclusive pessoas que eu julgava meus
amigos, concordarem e promoverem a redução da maioridade penal, como se fosse
algo corriqueiro, algo “normal”, algo que devesse ser feito. Redução é um tema complexo, tema preconceito,
um golpe!
Acompanhei as duas votações pela televisão. Na primeira,
observei deputados convictos, decididos. Os que votaram SIM, já eram esperados,
as bancadas de sempre, com os argumentos de sempre. Os opositores votaram NÃO,
neste momento vi rostos novos, me surpreendi, mas sabia que a luta não iria
acabar por ali. Eis que surge o golpe orquestrado por Eduardo Cunha, já é de se
esperar, mas assim, tão na cara. Foi um tapa na cara da sociedade. Devem nos
julgar como tapados, só pode. Mas como quem decide é ele, você já deve saber o
andar da carruagem. Vamos à segunda votação, nesta não havia a participação dos
jovens, coincidência? Não, manobra! Os que votaram “não ou se abstiveram”, da
noite pro dia (literalmente), mudaram seu voto pro “sim”.
O que me deixa realmente indignada, é que todos sabem quem vai sofrer com a Redução: os pobres, negros, favelados ou não. Os filhos privilegiados, que moram em seus condomínios fechados, não irão sofrer. “Porque eles não se envolvem”, “Porque são crianças de bem”, ouço muito isso. Não, não iram sofrer, porque a lei cede para quem tem sobrenome. A lei é carinhosa com quem é “filho de alguém” e não é de hoje, nem de ontem.
Pronto, volte para sua casa, entre no seu carro, feche o
vidro, afinal você não precisa saber que eles estão ali. Ligue sua música
preferida, e esqueça que eles existem. Entre em sua casa, sua família o espera,
sua esposa? Com um bolo quentinho saindo do forno. Volte para sua vida miserável
sem miséria!
Eu? Sou totalmente contra à Redução da maioridade Penal,
acredito que o problema deva ser solucionado na sua raiz, mudando o ambiente
social, com escolas dignas, com estrutura. E isto não é um favor, é obrigação
do estado! Redução? Ela não é e nunca foi a solução, só vai prender os filhos
dos outros! Ah, esqueci, você não se importa, afinal pimenta nos olhos dos
outros, é refresco!
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Pobre de direita. Jura?
Às vezes fico me questionando, enquanto estou no ônibus
vindo trabalhar, fico olhando pela janela, pensamentos vem e vão, afinal de
contas o que pensam aqueles que se rotulam como “direita” brasileira?
São tantos, estão em tantos locais, porém se reproduzem na
internet. Sim, isto é fato!
São vazios em informação, mas são craques em compartilhar.
Aliás, eles em minha opinião são bem parecidos com os papagaios, porém não são
fofos. rs
Hoje de manhã como de costume abri meu café matinal: Carta
Capital. Dei uma leve olhada nas matérias, porém uma me chamou à atenção, está
ali, escancarada: “A direita abraça a rede”, eis que surge o motivo do meu
texto. Antes da leitura inicial, faço uma pequena reflexão. Engulo
o texto, sim, tive que engolir, porque até me deu um nó na garganta ao ler tais
afirmações que o jovem André citou. Triste.
Porém nós dois temos a mesma opinião (oh, uma em comum),
tanto ele quanto eu, acreditamos que muitos que se consideravam “analfabetos
políticos”, sofreram de um despertar. E eu acho isto ótimo, pois quanto mais as
pessoas buscarem conhecimento, mais criticas ficarão. Sim, eu vou repetir para
deixar bem claro: Quanto mais buscarem conhecimento! Não que eu seja a dona da
verdade, estou longe disto, era “analfabeta política” a pouco tempo atrás.
Quando comecei a buscar o conhecimento, fiquei com muitas dúvidas, afinal, a
verdade absoluta que eu sempre acreditei, pasmem: sempre foi mentira!
O ódio com os que se rotulam como “direita” enxergam o mundo
é incrível, e vou lhe contar um segredo: as vezes me dá medo! São diversos os
ataques ao governo, o qual eles mesmos elegeram, sem falar das asneiras que eu
escuto: “O PT está tentando transformar o país em uma ditadura comunista”,
“Comunistas comem criancinhas”. Eis que surge uma gargalhada. Dou risada quando
escuto isto. Será que eles acreditam em fada do dente? Nem tudo que está na
internet é verdade, vamos ter bom senso pessoal! Mas o pior ainda está por vir,
pois quando você tenta argumentar, colocar sua opinião, você é tachado como arrogante,
o sabe-tudo. Só porque você cita a
história e os fatos. Engraçado né? Para eles existem dois lados da moeda, o que eles julgam certo, e o outro? Não importa para eles!
Continuo na busca para a minha definição do que
pensam os direitistas: cri cri cri.
terça-feira, 30 de junho de 2015
A REVOLUÇÃO NÃO SERÁ TELEVISIONADA!
Este título me faz lembrar uma sugestão camarada, um
documentário que mudou minha visão da mídia.
Não, queremos saber.
Se
uma vírgula mudou o sentido da frase acima, imagine o que matérias incompletas
fazem com o senso comum. Veja o que está acontecendo hoje na Grécia, por
exemplo, o país passa por ajuste fiscal semelhante ao que se implantou no
Brasil, porém lá o povo pode falar sua opinião, sim ACREDITEM o povo será
ouvido, com um plebiscito popular, também semelhante ao que correntes de
esquerda tentam implantar no Brasil, mas posso apostar que você nunca ouviu
falar disto, não é mesmo?! Você deve estar se perguntando: “É de comer? ”rs.
Sim, existe uma chamada! Há um plebiscito popular no Brasil, porém como não
interessa à grande imprensa não é informado em horário nobre. Chegamos então ao
ponto da questão: Por que as emissoras só mostram o que lhe interessa? Vamos
usar o exemplo da Grécia novamente, o que você leu no jornal sobre a Grécia?
Aposto que foi a seguinte matéria: “Filas Quilométricas nos bancos gregos” ou
ainda “ Os temores dos aposentados”, mas ai eu te pergunto: Por que não falaram
do Plebiscito? Por que não citaram que o povo terá vez e voz? A resposta é
simples, imagine uma imprensa formadora de massas, citando que na Grécia o povo
pode escolher o Ajuste Fiscal, pode “resistir”. Eu, você, todos nós ficaríamos
indignados, iriamos reagir, não iriamos simplesmente aceitar, como fazemos
hoje. Entendeu?
Os grandes jornais, as grandes emissoras, em especial a Rede Globo, dona de diversas outras emissoras pequenas, teoricamente perderam um pouco seu monopólio com a implantação da internet, o livre acesso a informação. Muitas pessoas, inclusive eu, por muitos e muitos anos, assistiam a todo aquele repertório magnifico da Globo, com seus horários estratégicos, para fazer com que você inconscientemente propague as “besteiras” informadas.Com o livre acesso à informação, as pessoas desligaram à televisão, foram transportadas à frente de outro monitor: o computador. Foi tudo lindo, maravilhoso, as pessoas podiam estar aonde quisessem com apenas um clique, poderiam conhecer, pesquisar, se aprofundar em qualquer assunto, mas o que aconteceu? O Facebook virou febre, no mal sentido da palavra. Virou “formador de opinião”. O foco saiu da TV e foi para internet, dando voz às pessoas que não sabem falar. Pessoas que continuam a repassar, repassar, repassar, sendo assim: passadas para trás. Pessoas que não pesquisam as fontes ou ainda pessoas que não tem fonte alguma.
Os grandes jornais, as grandes emissoras, em especial a Rede Globo, dona de diversas outras emissoras pequenas, teoricamente perderam um pouco seu monopólio com a implantação da internet, o livre acesso a informação. Muitas pessoas, inclusive eu, por muitos e muitos anos, assistiam a todo aquele repertório magnifico da Globo, com seus horários estratégicos, para fazer com que você inconscientemente propague as “besteiras” informadas.Com o livre acesso à informação, as pessoas desligaram à televisão, foram transportadas à frente de outro monitor: o computador. Foi tudo lindo, maravilhoso, as pessoas podiam estar aonde quisessem com apenas um clique, poderiam conhecer, pesquisar, se aprofundar em qualquer assunto, mas o que aconteceu? O Facebook virou febre, no mal sentido da palavra. Virou “formador de opinião”. O foco saiu da TV e foi para internet, dando voz às pessoas que não sabem falar. Pessoas que continuam a repassar, repassar, repassar, sendo assim: passadas para trás. Pessoas que não pesquisam as fontes ou ainda pessoas que não tem fonte alguma.
Temos que nos conscientizar, temos que ser donos dos meios
de comunicação. Nós! Desde o padeiro que
acorda cedinho, a empregada doméstica, o doutor, o médico, o “peão”, todos
devemos ter vez e voz. Merecemos saber a verdade, agora! Pra ontem!
segunda-feira, 8 de junho de 2015
Oito de Junho de 2015
As vezes me perco, me procuro, me acho, me escondo, me desamasso, dou um amasso, amassado no meu gato, meu bem, meu laço laçado. Alguns dos meus versos não são para serem entendidos, nem ditos, muito menos falados. Alguns são sentidos, sentido, sentado. Algumas coisas que eu eventualmente digo, são como um buraco negro. Eu ouço, mas nem tudo o que me dizem são versos versados, besteiras, besteirol, quer leite tirol?
As vezes me preciso, me chuto, me ajusto, me meço, medindo minhas loucuras, loucamente alucinadas. Escrevo, as minhas frases não te fazem sentido? Suma, aqui é minha casa mental! Preciso ser livre. Você deve ter mesmo razão, afinal não fui feita pra ser amada por ninguém. Você se enganou, um homem perdido, de tanto se procurar se achou em mim.
As vezes me preciso, me chuto, me ajusto, me meço, medindo minhas loucuras, loucamente alucinadas. Escrevo, as minhas frases não te fazem sentido? Suma, aqui é minha casa mental! Preciso ser livre. Você deve ter mesmo razão, afinal não fui feita pra ser amada por ninguém. Você se enganou, um homem perdido, de tanto se procurar se achou em mim.
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