Hoje: dia comum? Não, hoje tocou duas vezes minha música preferida. Enquanto ela tocava eu me lembrava de todos os momentos bons em que ela foi melodia principal. Lembrei de todos os erros que cometi, que continuo cometendo todos os dias. Lembrei das tardes de domingo batendo papo com minha melhor amiga no muro de casa, amiga que hoje em dia nem colega é, o tempo nos afastou. Me bateu um remorso pelo abandono dos meus avós, me bateu um vazio cheio de nada. Lembrei do meu tio preferido que não está presente, em presença, mas vive em mim, de algum modo. Lembrei das noites, das idas e vindas do colegial, das fugidas da escola para comer cachorro-quente. Lembrei da primeira vez que vi o amor da minha vida e de como me senti bem, me lembrei das declarações declaradas que ele declarava pra mim, sinto falta. Lembrei do pudim da tia que não está mais conosco, da piada do tio que eu nunca mais vi. Então cheguei a conclusão: o tempo é cruel! O tempo apaga as lembranças que deveriam ser lembradas todos os dias. O tempo consome todo romantismo, acaba com qualquer ilusão. O tempo coroe a nossa alma. O tempo também cura qualquer ferida, estou cicatrizando...
terça-feira, 1 de julho de 2014
terça-feira, 24 de junho de 2014
Se você fosse vento, te sentiria nas caladas da madrugada de uma sexta feira qualquer. Se fosse água, te aqueceria, te transformaria em vapor, deixaria você embaçar minhas janelas. Se você fosse terra, te regaria com a esperança de que uma linda flor amarela brota-se em ti, iria podar os galhos secos, te replantar. Se fosse sol, gostaria que todo dia fosse verão, iria abrir todas as minhas portas para você entrar. Se você fosse lenha, iria te queimar, te tornar pó.
Para que o vento que te trouxe, te levasse de onde veio, de volta para mim.
terça-feira, 27 de maio de 2014
O amor tem som da janela se abrindo para um novo nascer do dia. É música que toca no ouvidos todo dia, toda hora. O amor tem gosto do pão da vovó, aquele quentinho com manteiga, sabe? É como aprender a cozinhar o prato preferido só para preferencia de alguém. O amor é quente, é lareira, aquecendo os pés frios em um inverno qualquer. É cobertor, cobrindo as imperfeições. O amor tem cheiro de terra molhada. É replantado em um replantio cotidiano. O amor é para loucos.
"Palavras não podem dizer o que um amor pode fazer."
"Palavras não podem dizer o que um amor pode fazer."
segunda-feira, 12 de maio de 2014
REDE SOCIAL?
Não concordo em muitos dos teus ideais. Bato o pé, deixo em alto e bom tom o quanto acho tua opinião inaceitável, pra mim. Tento digerir qual a verdadeira razão, penso, discuto, não aceito, mas me calo. Dou minha opinião ríspida e grosseira sobre o assunto, continuo não concordando, mas esqueço.
Estamos casados, somos um só. Escolhemos.

Encontrei meu amor na internet, fui lida, sentida com minhas palavras bobas, entendida pelo sonhador. Reescrevendo minha vida, traçando o que já havia sido traçado de alguma maneira. A internet nos uniu e pode nos destruir em questão de segundos. Afinal, estamos sendo visualizados constantemente, onde nossa face é farsa, com frases copiadas e coladas de um Google qualquer. Todos somos lindos e poderosos, em um instante, aonde captamos nossos sentimentos, que acreditem: não podem ser capturados. Podemos ser quem quisermos, morarmos da Dinamarca à linha horizontal do horizonte. Seguimos qualquer segmento que nos faça bem: capitalistas, comunistas ou apenas "modinhas". Nos definimos sem perceber que não há definição alguma que defina quem somos. Somos tolos ao achar que estamos rodeados de amigos, somos todos sanguessugas, destruindo lares felizes. Lares em que não existe conversa, só o som do teclado. Filhos não conversam com seus pais, não mostram o dever de casa. Maridos preferem ficar em "grupinhos" de whatsapp, do que dar atenção à mulher dedicada que chegou do trabalho, deu banho no neném, fez um jantar especial e ele nem notou. Mulheres preferem fofocar ao invés de fazer amor, sexo, rapidinha, ou como quiserem chamar, acreditam? Somos superficiais, cada vez mais isolados e eu? Eu seria uma hipócrita, em não confessar que perco meus batimentos cardíacos, aqui com vocês.
Neste momentos tenho 662 amigos e não estou com nenhum e você?
Estamos casados, somos um só. Escolhemos.

Encontrei meu amor na internet, fui lida, sentida com minhas palavras bobas, entendida pelo sonhador. Reescrevendo minha vida, traçando o que já havia sido traçado de alguma maneira. A internet nos uniu e pode nos destruir em questão de segundos. Afinal, estamos sendo visualizados constantemente, onde nossa face é farsa, com frases copiadas e coladas de um Google qualquer. Todos somos lindos e poderosos, em um instante, aonde captamos nossos sentimentos, que acreditem: não podem ser capturados. Podemos ser quem quisermos, morarmos da Dinamarca à linha horizontal do horizonte. Seguimos qualquer segmento que nos faça bem: capitalistas, comunistas ou apenas "modinhas". Nos definimos sem perceber que não há definição alguma que defina quem somos. Somos tolos ao achar que estamos rodeados de amigos, somos todos sanguessugas, destruindo lares felizes. Lares em que não existe conversa, só o som do teclado. Filhos não conversam com seus pais, não mostram o dever de casa. Maridos preferem ficar em "grupinhos" de whatsapp, do que dar atenção à mulher dedicada que chegou do trabalho, deu banho no neném, fez um jantar especial e ele nem notou. Mulheres preferem fofocar ao invés de fazer amor, sexo, rapidinha, ou como quiserem chamar, acreditam? Somos superficiais, cada vez mais isolados e eu? Eu seria uma hipócrita, em não confessar que perco meus batimentos cardíacos, aqui com vocês.
Neste momentos tenho 662 amigos e não estou com nenhum e você?
sábado, 3 de maio de 2014
Faz lembrar de todas as coisas que deixamos de fazer por medo. Digitações não digitadas, com textos intermináveis, imagens não fotografadas de momentos que não voltam jamais. Garotas que não foram beijadas, garotos que nunca vão saber o que é o amor. As palavras vem surgindo com sentimentos.
"Há um medo em mim
Ele não está a mostra
Este poderia ser meu fim
E de tudo que eu sei."
quarta-feira, 2 de abril de 2014
PARA UMA, AMIGA?
Pensei. Larguei o trabalho da faculdade para lhe escrever estes pequenos versos, versos que querem saltar do meu peito, dando aquele nó na garganta. Pensei em te escrever trechos cheios de mágoa, ressentimento, decepções, até ódio. Sim, te odiei, pois aquilo que nos é dito, nos marca. Faz partir o coração. As palavras não voltam mais, os gestos são esquecidos por alguns instantes, no momento de fúria. Machuca, sabe. Eu esperei estar fazendo o correto, errei. Peço desculpa, mas não, não merecia ser violentada com palavras tão duras. Escolhi, certo ou errado, vou aprender com meus próprios erros. Desculpe se te magoei, juro não foi minha intenção, foi tão bom te ter por perto. Chegue mais, chegue mais perto, é só isso que eu espero.
quinta-feira, 20 de março de 2014
NORTE-SUL 200
Sempre há um sorriso sincero no rosto do camarada sofrido, com as rugas amarguradas de um "não" azedo recebido no fim da noite no sinal vermelho de um sinaleiro sinalizado qualquer, pra qualquer um. Eu observo da minha janela enquadrada, sentindo a negação negada com um sorriso simples, simples ato de sorrir. Observo as pessoas que me observam, tantos olhares cheios de esteriótipos, corações gelados. Pego na mochila um foda-se e dou uma bela golada na sociedade. Estou no terminal, minha mente não entende o porquê da menina de laranja, me medir igual criança. Não vejo a hora da chegada, aconchegante de um "te amo" antes de pegar no sono, pregando as estrelas do céu na minha parede. Olho pela minha janela, porque as pessoas não sorriem se ainda é de graça? Fim da linha, cheguei no ponto. Estou no ponto. Ponto final
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