Hoje disponho dessa habilidade de ser sensível, forneço essa vontade de sentir e ser sentida. Desejo conhecer tudo a fundo, ultrapassar superfícies, mergulhar de cabeça sem precisar por isso ver o mundo de cabeça para baixo. Não desejo me perder, não procuro me achar. Sacio o viver, encontro o sentir. Hoje sou sensível, aos meus olhos tudo se torna perceptível. Uso creme hidratante para peles sensíveis, pois a pele vai se irritar facilmente. Eu me irrito facilmente, eu me alegro facilmente e por isso eu não sou fácil. Sei falar sem parar um minuto, mas também sei não falar por horas, olhando para o nada, tentando engolir tudo. Me diga que o meu dia vai ser bom, porque eu vou acreditar, e ele vai ser. Não me diga que a vida não vai ser boa, porque eu vou sempre te provar o contrário. Frases de poemas me fazem chorar, cenas de filmes me levam às lágrimas, trechos de músicas me devolvem a alegria, pessoas reais me emocionam, e só não choro em comercial de margarina, porque eu dedico os intervalos para desviar os olhos da TV. Nada é um pouco, é sempre um mais. Mais vida, mais alegria, mais tristeza, mais tentativas, mais vitórias. Quem sente mais, vive mais, consegue mais. Eles ouvem palavras, eu ouço sentimentos. Eles dizem frases, eu recito amor. Eles encontram pessoas, eu cavo a felicidade. A fila deles não anda, corre. Eu lamento. Já é chato não chegar a lugar nenhum, imagina nunca chegar e ainda se cansar correndo no caminho? Respiro sensibilidade por cada poro, e o meu sangue é daquele raro tipo que pode doar a todos, mas só pode receber dele mesmo. Há quem veja sensibiliade e quem veja exagero, as coisas nunca mudam. Muda a ortografia, promovem reformas, mas tudo ainda se resume à letra D: quando é com você chama Dor, quando é com o outro chama Drama. Não consigo então negar minha alma, negar minha raça, negar o que eu sinto. E nas constantes vezes em que me irrito ou sorrio, desafio quem acha que por ter me tornado sensível sou fraca. Não sou fraca, sou forte. E como é bom saber que é essa força que nos diferencia. Eu suporto ver o mundo como eu vejo, você não suportaria.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
"SOBRAM TANTOS MEDOS...
QUE NEM ME PROTEJO MAIS."

Hoje disponho dessa habilidade de ser sensível, forneço essa vontade de sentir e ser sentida. Desejo conhecer tudo a fundo, ultrapassar superfícies, mergulhar de cabeça sem precisar por isso ver o mundo de cabeça para baixo. Não desejo me perder, não procuro me achar. Sacio o viver, encontro o sentir. Hoje sou sensível, aos meus olhos tudo se torna perceptível. Uso creme hidratante para peles sensíveis, pois a pele vai se irritar facilmente. Eu me irrito facilmente, eu me alegro facilmente e por isso eu não sou fácil. Sei falar sem parar um minuto, mas também sei não falar por horas, olhando para o nada, tentando engolir tudo. Me diga que o meu dia vai ser bom, porque eu vou acreditar, e ele vai ser. Não me diga que a vida não vai ser boa, porque eu vou sempre te provar o contrário. Frases de poemas me fazem chorar, cenas de filmes me levam às lágrimas, trechos de músicas me devolvem a alegria, pessoas reais me emocionam, e só não choro em comercial de margarina, porque eu dedico os intervalos para desviar os olhos da TV. Nada é um pouco, é sempre um mais. Mais vida, mais alegria, mais tristeza, mais tentativas, mais vitórias. Quem sente mais, vive mais, consegue mais. Eles ouvem palavras, eu ouço sentimentos. Eles dizem frases, eu recito amor. Eles encontram pessoas, eu cavo a felicidade. A fila deles não anda, corre. Eu lamento. Já é chato não chegar a lugar nenhum, imagina nunca chegar e ainda se cansar correndo no caminho? Respiro sensibilidade por cada poro, e o meu sangue é daquele raro tipo que pode doar a todos, mas só pode receber dele mesmo. Há quem veja sensibiliade e quem veja exagero, as coisas nunca mudam. Muda a ortografia, promovem reformas, mas tudo ainda se resume à letra D: quando é com você chama Dor, quando é com o outro chama Drama. Não consigo então negar minha alma, negar minha raça, negar o que eu sinto. E nas constantes vezes em que me irrito ou sorrio, desafio quem acha que por ter me tornado sensível sou fraca. Não sou fraca, sou forte. E como é bom saber que é essa força que nos diferencia. Eu suporto ver o mundo como eu vejo, você não suportaria.
Hoje disponho dessa habilidade de ser sensível, forneço essa vontade de sentir e ser sentida. Desejo conhecer tudo a fundo, ultrapassar superfícies, mergulhar de cabeça sem precisar por isso ver o mundo de cabeça para baixo. Não desejo me perder, não procuro me achar. Sacio o viver, encontro o sentir. Hoje sou sensível, aos meus olhos tudo se torna perceptível. Uso creme hidratante para peles sensíveis, pois a pele vai se irritar facilmente. Eu me irrito facilmente, eu me alegro facilmente e por isso eu não sou fácil. Sei falar sem parar um minuto, mas também sei não falar por horas, olhando para o nada, tentando engolir tudo. Me diga que o meu dia vai ser bom, porque eu vou acreditar, e ele vai ser. Não me diga que a vida não vai ser boa, porque eu vou sempre te provar o contrário. Frases de poemas me fazem chorar, cenas de filmes me levam às lágrimas, trechos de músicas me devolvem a alegria, pessoas reais me emocionam, e só não choro em comercial de margarina, porque eu dedico os intervalos para desviar os olhos da TV. Nada é um pouco, é sempre um mais. Mais vida, mais alegria, mais tristeza, mais tentativas, mais vitórias. Quem sente mais, vive mais, consegue mais. Eles ouvem palavras, eu ouço sentimentos. Eles dizem frases, eu recito amor. Eles encontram pessoas, eu cavo a felicidade. A fila deles não anda, corre. Eu lamento. Já é chato não chegar a lugar nenhum, imagina nunca chegar e ainda se cansar correndo no caminho? Respiro sensibilidade por cada poro, e o meu sangue é daquele raro tipo que pode doar a todos, mas só pode receber dele mesmo. Há quem veja sensibiliade e quem veja exagero, as coisas nunca mudam. Muda a ortografia, promovem reformas, mas tudo ainda se resume à letra D: quando é com você chama Dor, quando é com o outro chama Drama. Não consigo então negar minha alma, negar minha raça, negar o que eu sinto. E nas constantes vezes em que me irrito ou sorrio, desafio quem acha que por ter me tornado sensível sou fraca. Não sou fraca, sou forte. E como é bom saber que é essa força que nos diferencia. Eu suporto ver o mundo como eu vejo, você não suportaria.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
ENGOLINDO VÍRGULAS
Lindomar disse:
__ Bonita montanha.
Quando não pude mais dormir, aprendi a escrever. Já não consigo dizer palavra. Embora eu diga isso e esse muito seja tanto, no fim não há assunto, no fim é tudo sobre mim mesma, no fim não disse nada. Não sei o que querer escrever. Sinto que minha cabeça ainda está vazia e meu coração cheio. E tenho medo que essa seja uma característica do comportamento pós-moderno. A quantas anda? Perdida no deserto das idéias. A janela em busca de inspiração. De repente parece (eu sei, apenas parece) que tudo parou. As nuvens não se movimentam porque não há vento em minhas retinas. Venta o meu pensamento, venta o calor que faz aqui dentro. Vês? Como não há nada a dizer? Ninguém quer oi ou adeus. Parece que tudo parou, escrevo, sem o grande desejo da vitória, sem o grande medo da derrota. Quisera mesmo a Esperança ter deixado escapar da caixa amarela da sala. Sem a ilusão dos sentidos, sem a realidade dos sentimentos. E ainda sim tomar um café gelado e escrever. Chegamos juntos à conclusão que o nosso fim (filme) já passou... seguir viajem.
__ Onde fica a próxima estação?
__ Por quê? quer descer? a próxima estação fica – e foi elevando a voz - onde o destino te guiar – concluiu o anjo.
__ Bonita montanha.
Quando não pude mais dormir, aprendi a escrever. Já não consigo dizer palavra. Embora eu diga isso e esse muito seja tanto, no fim não há assunto, no fim é tudo sobre mim mesma, no fim não disse nada. Não sei o que querer escrever. Sinto que minha cabeça ainda está vazia e meu coração cheio. E tenho medo que essa seja uma característica do comportamento pós-moderno. A quantas anda? Perdida no deserto das idéias. A janela em busca de inspiração. De repente parece (eu sei, apenas parece) que tudo parou. As nuvens não se movimentam porque não há vento em minhas retinas. Venta o meu pensamento, venta o calor que faz aqui dentro. Vês? Como não há nada a dizer? Ninguém quer oi ou adeus. Parece que tudo parou, escrevo, sem o grande desejo da vitória, sem o grande medo da derrota. Quisera mesmo a Esperança ter deixado escapar da caixa amarela da sala. Sem a ilusão dos sentidos, sem a realidade dos sentimentos. E ainda sim tomar um café gelado e escrever. Chegamos juntos à conclusão que o nosso fim (filme) já passou... seguir viajem.
__ Onde fica a próxima estação?
__ Por quê? quer descer? a próxima estação fica – e foi elevando a voz - onde o destino te guiar – concluiu o anjo.
__E o que eu faço até lá?!
__ Ah, meu amigo, aí você tá pedindo demais. Vai seguindo a sua vidinha aí, da forma simples como te ensinamos – e sumiu.
Penso que ele nunca existiu. Quando eu disser que tenho 31 três vezes já terei sessenta.
sábado, 19 de fevereiro de 2011
TÁ NO JEITO DE OLHAR
Talvez eu seja sua contradição. Eu posso ser seu erro. Posso não ser a melhor pessoa, não ter o melhor sorriso, não ser do jeito que você sempre quis. E quem sabe, eu não seja o que você esperava. Eu tenho meus medos, cometo meus erros, vou caindo e levantando assim. Levando comigo um vocabulário diverso de motivações, deixando para trás palavras mal ditas. Passando por cima das feridas, arrumando cada mancada. Relembrando os momentos bons, vivendo cada minuto da vida, antecedendo o fim de cada começo, rindo de cada começo sem fim. Sabe, é que nem sempre a gente sabe, nem sempre a gente tenta, teimamos em desistir, em pensar que a vida é feita só pra sorrir. A vida é mais que isso, imensidão inexplicável. Eu sou mais que isso, grandeza inabalável.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
"Nos braços de um anjo, voe para longe daqui."
Então surge um sorriso bobo, um olhar misterioso e um jeito único de ser. As mãos tremem, o coração dispara e tudo se equilibra, vira paz. Os olhos se fecham, a alma se abre, os pés não tocam mais o chão. O corpo aquece, a mente brilha, vira comum união. A respiração inspira, o ar puro fica, o pulmão ofegante. O sol vai embora, o dia vira noite, a lua ilumina. Os olhares que dizem sem dizer nada, sem nada falar. O jeito que ele anda, o mundo em que eu vivo, a vida que a gente leva. Então surge uma musica de fundo, um toque nas mãos. Os braços se abrem, o coração acolhe. "Você está nos braços de um anjo, talvez você encontre algum conforto aqui."
domingo, 13 de fevereiro de 2011
EI
Deixa-me falar da maneira que eu sei. Da forma com que expresso minha verdade mais verdadeira. Deixa-me desmascarar essa alegria velada, cortejada pela infelicidade. Esse sorriso que trago nos olhos. Deixa que eu fale com toda paixão que me cabe, incluindo toda dramaticidade. Não sei ser de outra forma. Minha vida era feita de sangue e de lágrimas. Meu corpo ainda hoje permanece tingido de cicatrizes, mas minha alma não tem cicatrizes. Quis ser livre. Tentei ser livre como em outras épocas. Livre de tudo e de todos. Ainda hoje me agrada conviver somente com a Natureza, mas os bichos não falam, portanto não discutem e sendo assim, vive-se só. Já fiz meu próprio pão numa época em que eu mesma plantava e cultivava o trigo. Moendo o trigo, fazia a farinha com que faria o pão. Já fiz minhas próprias refeições. Já fiz meu próprio vinho. Já me isolei por detestar o convívio com as pessoas. Já atravessei rios e vales, montanhas e cumes e mais montanhas. Aprendi que algumas pessoas são especiais, outras são meras pessoas. Quis ser livre, mas ainda era implume e minhas asas não tinham forças para voar. Por isso, acredito que essa seja a causa pela qual vim parar diretamente nesse quarto. Eu te entendo. Entendo seus sonhos e sua vontade obstinada de ser uma pessoa dotada de armas e poderes para vencer a sociedade, sem destruí-la. Caro amigo, assim não se consegue nada! Jogue fora as armas, tire as grades desse coração cheio de remorso, você não foi o primeiro e nem será o último. Ergue logo essa cabeça, levanta esse olhar, tira logo esse sorriso sarcástico da cara. Esse é um conselho meu. Ah, e sim esse texto foi pra você!
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Nada Substitui o Talento!
A busca por ser diferente. A sociedade industrial nos empurra, através dos meios de comunicação a desejar as coisas padronizadas. Anestesiadamente seguimos como ovelhas àqueles que estão no comando do pastoreio, seja criando, produzindo ou difundindo. A vontade de ser diferente, como antes da indústria criar e propagar o produto industrializado, impondo essa massificação. A necessidade do homem de ser diferente daquilo que o sufoca. Algo que há milhares de anos se forjava com as próprias mãos. Perdeu-se com o advento do arco e flecha que seria uma metralhadora hoje, atirando flechas em seqüências. Perderam-se armas unicamente forjadas, armas atiradas quando o animal não era abatido. Isso lembra que travamos uma verdadeira (guardado o sentido relativo de verdade) para sermos diferentes, supondo que já não o somos. A cultura da pós-modernidade é que nos impulsiona pra algum lugar que não sabemos ainda onde estamos indo. Os grupos de criação simpatizam com o estudo assim como com a diversão e a arte. a industria que em seus primórdios desdenhou a arte e a ciência racionalizando a fábrica, agora vê-se curvada a elas. Como diz o slogan contraditoriamente “nada substitui o talento”. Você nasceu com um dom, deixa eu morrer com o meu.
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
HERE I AM
Então escrevo desesperadamente, compulsivamente. O que não me deixa. O que não me deixava. Procuro auxilio nas palavras, minhas próprias palavras. Amaciando o teclado, amaciando o pensamento. Penso que sou essa página em branco e que devo cuidar-se com muito cuidado. Nem sempre isso é possível. Blasfemo esse pedaço de documento virtual com certeza de que não vou ferir ninguém, mas as conseqüências dessas palavras ressoam, e acabar por arder em mim mesma. Há um pensamento em fuga, uma poesia. Ela se esvai, porque dilacera mais em poucas palavras que a prosa corrida e articulada. Não que a poesia não seja articulada, não necessariamente o é. Na sua desarticulação cria, no seu estado de caos sistematiza. Desconforto é pra quem está confortável, equilíbrio é para quem está desequilibrado. Quero ser o beijo nessa consciência e apesar de tudo, ainda enxergar as margaridas. Sinto que coisas boas, essas que ficam guardadas na nossa memória lúdica, começam a desabrochar. Estou reunindo toda a força do mundo. A força e o poder de cura das florestas amazônicas, fluidos cósmicos, juventude. Escrevo, independente de qualquer forma. Como preencher melhor planejado os discursos e estruturação de idéias, com prazo. Por isso quase arredondado, já deve estar pronto para rolar, rebater, girar, como a terra. Perdida no globo que não me encontro. Aproveitando o espaço para descartar o lixo que enjoa. Sabe, onde caminha o amor, caminha também o ódio, em lados bem próximos. Pior é perder o rumo das próprias vontades, destruir a imagem dos próprios sonhos, vandalismo. Incapaz de superar a si mesmo, de seguir e sonhar outra vez. Cabeça minha, começa uma transformação. Mesmo que nesse tempo não tenha deixado de evoluir, ler, aprender, mesmo que aos tropeços, mesmo que aos trancos. Um poeta opina sobre a própria sorte. Morte é uma palavra sombria, contudo fala a verdade quando é renascimento, recomeço. Uma oportunidade se toma, como um bom cálice de vinho do porto. Depois da refeição, depois de uma dança, depois do marido e a mulher, depois de trinta anos de casamento. Escrevo porque o café é pequeno. Feito de benefícios, trator amarelo, as benfeitorias. Pos fogo nas manchetes do jornal. Fugiu nas páginas policiais. Saiu do Brasil de navio. Compondo as minhas proposições, propondo às minhas divagações algo além do além. Escrevo meu tratado de paz comigo mesma. Escrevo. E você nem vai perceber, mais rápido do que eu pensava.
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